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Dia Mundial do Lúpus- quando a doença atinge os rins e exige dianóstico rápido

Recife, 08 de maio de 2026

O Dia Mundial do Lúpus, celebrado no próximo domingo, 10 de maio, é também um alerta para a saúde renal. Silenciosa em muitos casos e frequentemente subdiagnosticada na fase inicial, a nefrite lúpica representa um dos maiores desafios no manejo do lúpus eritematoso sistêmico (LES). “A doença pode evoluir de forma discreta no início, mas com potencial de causar danos graves e permanentes aos rins se não for identificada a tempo”, adverte a médica Vivianne Pinheiro, nefrologista do Grupo Uninefron.

Ainda de acordo com a especialista, a doença se manifesta quando o sistema imunológico passa a atacar os próprios tecidos renais, podendo comprometer a capacidade de filtração do sangue. “A maioria dos pacientes com LES apresentará alterações no exame de urina, em algum momento do curso da doença. A nefrite lúpica tipicamente se desenvolve precocemente ocorrendo em até metade dos pacientes com LES. Sem controle adequado, entre 10% e 30% evoluem para insuficiência renal crônica em até uma década, podendo necessitar de terapias como diálise ou transplante”, destaca Vivianne Pinheiro.

“E quando há progressão para estágios mais avançados, o impacto na qualidade de vida é significativo, por isso o diagnóstico precoce faz toda a diferença”, acrescenta ela. Atualmente estima-se que o lúpus atinja cerca de 5 milhões de pessoas no mundo, sendo aproximadamente 90% dos casos em mulheres, principalmente em idade fértil. Entre esses pacientes, até 60% podem desenvolver nefrite lúpica ao longo da vida, com índices que podem chegar a 80% entre jovens diagnosticados precocemente. “Esses números mostram o quanto é fundamental avaliação nefrológica desde o diagnóstico do lúpus, mesmo quando o paciente não apresenta sintomas”, destaca Vivianne Pinheiro.

Sinais podem detectar a doença, mas ausência

de sintomas não significa a inexistência de doença

Vivianne Pinheiro alerta para alguns sinais que podem identificar a doença, como urina espumosa, associada à perda de proteínas, sendo essa, a anormalidade mais frequentemente observada em pacientes com nefrite lúpica, presença de sangue na urina, inchaço nas pernas e no rosto, além de hipertensão arterial. “Ainda assim, até metade dos pacientes pode não apresentar sintomas claros no início. Todos os pacientes com LES devem ser monitorados rotineiramente quanto à presença de doença renal. A ausência de sintomas não significa ausência de doença. Muitas vezes, as alterações só aparecem nos exames, o que reforça a necessidade de acompanhamento periódico”, pontua a médica.

Exames de urina e sangue – continua Vivianne Pinheiro – são fundamentais para detectar alterações precoces. Então, na maioria dos pacientes com LES o diagnóstico da doença renal é feito por meio de um exame de urina anormal, com ou sem elevação da concentração plasmática de creatinina. “A biópsia renal segue como padrão-ouro para confirmar o diagnóstico e classificar a gravidade da inflamação. A biópsia nos permite a identificação do tipo e do grau da lesão renal, o que orienta diretamente a escolha do tratamento mais adequado”, garante ela.

Com acompanhamento adequado, em intervalos regulares e de forma individualizada, mais de 70% dos pacientes conseguem controlar a doença e preservar a função renal, segundo estudos recentes. “Hoje temos estratégias terapêuticas eficazes, mas o sucesso depende muito do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento”, conclui a médica Vivianne Pinheiro, nefrologista do Grupo Uninefron. As modificações estão sublinhadas e em negrito.

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