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Setembro Verde: doação de órgãos pode representar uma nova chance de vida

Recife, 03 de setembro de 2026

O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Verde, que busca ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos e estimular uma conversa que pode fazer a diferença na vida de milhares de pessoas: a decisão de ser um doador.  “No Brasil, os pacientes que aguardam por um transplante renal enfrentam uma realidade desafiadora: eles representam a maior parte da lista de espera do país. O que muitos ainda não sabem é que existe uma alternativa capaz de acelerar esse processo. “O rim possui uma particularidade fundamental: ele pode ser doado também em vida”, destaca a médica Ângela Santos, nefrologista do Grupo Uninefron.

“Quando falamos em transplante renal, estamos falando de uma possibilidade que pode transformar completamente a vida de um paciente que tem uma doença renal avançada, por exemplo. A doação de um rim pode permitir que essa pessoa tenha uma nova perspectiva de vida, recuperando sua autonomia e se libertando da rotina da diálise”, explica Ângela Santos

De acordo com a nefrologista, os rins são verdadeiros motores do nosso organismo. Eles desempenham funções vitais como: filtrar o sangue constantemente, eliminar toxinas e resíduos corporais e manter o equilíbrio químico das substâncias internas. “Quando a doença renal progride para um estágio avançado e irreversível, o paciente passa a depender de terapias de substituição renal, como a diálise, ou do transplante para sobreviver”, afirma ela.

A demanda por novos órgãos é urgente. Em 2025, o Brasil realizou 6.697 transplantes de rim. Apesar do esforço das equipes médicas, os dados atuais do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) mostram que 45.236 pessoas ainda aguardam por um rim no país.

Nefrologista explica como funciona a doação de rim em vida

A médica Ângela Santos esclarece que a doação após a morte pode beneficiar diferentes pacientes, já que diversos órgãos e tecidos podem ser aproveitados. Mas, quando o assunto são os rins, existe ainda uma possibilidade que muitas pessoas desconhecem: a doação em vida. “Nesse cenário, cada doador pode fazer uma diferença significativa. Isso acontece porque uma pessoa saudável pode viver com apenas um rim. Mas é muito importante deixar claro que não é simplesmente uma decisão de retirar um rim e doar”, garante.

Segundo a nefrologista, para garantir a segurança e a ética, o procedimento segue critérios rigorosos:

  • Parentes diretos: A doação é permitida por lei entre cônjuges e parentes de até quarto grau.
  • Não parentes: Para pessoas sem vínculo familiar, o processo exige uma autorização judicial prévia.

Embora a doação em vida seja uma alternativa extraordinária, ela caminha lado a lado com a doação pós-morte, que viabiliza a maioria dos transplantes no país. No Brasil, a doação de órgãos de pacientes falecidos por morte encefálica só acontece com o consentimento expresso dos familiares. “Por isso, manifestar em vida o seu desejo de ser doador é o passo mais importante. Converse abertamente com seus parentes sobre essa escolha, pois um diálogo simples tira o peso da decisão em um momento difícil e garante que a sua vontade de salvar vidas seja respeitada”, finaliza a médica Ângela Santos, nefrologista do Grupo Uninefron.

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