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Outubro Rosa: cuidar dos rins também faz parte do tratamento do câncer de mama

Recife, 02 de outubro de 2026

Após o diagnóstico de câncer de mama, a paciente inicia uma jornada que vai muito além do combate à doença, exigindo atenção integral à saúde. Para a médica Ângela Santos, nefrologista do Grupo Uninefron, o cuidado com os rins também deve fazer parte desse acompanhamento. “Durante o tratamento oncológico, é importante olhar para a paciente como um todo. Alguns medicamentos utilizados contra o câncer podem interferir na função renal, por isso o acompanhamento médico é fundamental”, explica a especialista.

O tema ganha ainda mais importância neste mês, quando acontece o movimento Outubro Rosa, uma campanha internacional de conscientização e alerta às mulheres para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. “No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 79 mil novos casos da doença, a cada ano, no país entre 2026 e 2028. Por isso são tão importantes os cuidados e exames preventivos, como a mamografia”, lembra Ângela Santos.

Apesar dos números e do prognóstico de crescimento, Ângela Santos ressalta que falar sobre possíveis efeitos do tratamento nos rins não significa criar uma preocupação adicional para quem está enfrentando a doença. “A proposta é justamente ampliar os cuidados e mostrar que o acompanhamento adequado permite identificar alterações precocemente e tomar medidas para proteger a saúde da paciente”, garante a nefrologista.

O tratamento de quimioterapia e algumas terapias-alvo pode provocar alterações na função renal

Segundo a nefrologista Ângela Santos, a quimioterapia e algumas terapias-alvo podem, dependendo do medicamento utilizado, da dose e das características de cada pessoa, provocar alterações na função renal. “Isso não acontece necessariamente com todas as pacientes e não significa que o tratamento precise ser interrompido. O risco depende de vários fatores, inclusive do tipo de medicamento, das condições clínicas anteriores e do estado de hidratação. O mais importante é que a função dos rins seja acompanhada durante o tratamento”, explica ela.

Outro ponto de atenção – continua a médica – são os medicamentos utilizados para controlar a dor. “Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser necessários em determinadas situações, mas alguns deles podem provocar efeitos sobre os rins, principalmente quando utilizados de maneira inadequada, em doses elevadas ou durante períodos prolongados”, alerta Ângela Santos.

“Uma das principais recomendações é não se automedicar. A paciente com câncer de mama pode ter necessidades específicas e deve informar à equipe todos os medicamentos que utiliza, inclusive aqueles que parecem simples, como analgésicos e anti-inflamatórios. Dessa forma, é possível escolher a opção mais segura para cada situação”, orienta a nefrologista. Isso também vale para suplementos, vitaminas e produtos considerados naturais.

A importância do acompanhamento renal durante o tratamento do câncer de mama

O objetivo do acompanhamento renal durante o tratamento do câncer de mama é justamente evitar que uma possível alteração passe despercebida. “Quando identificada precocemente, a situação pode ser avaliada pela equipe, que poderá decidir se é necessário ajustar medicamentos, doses ou outras medidas de cuidado”, esclarece Ângela Santos.

A existência de possíveis efeitos adversos não significa que eles necessariamente acontecerão, nem que o tratamento deixará de funcionar. “Pelo contrário: o acompanhamento próximo permite que a equipe médica tome decisões individualizadas ao longo de toda a jornada”, destaca ainda a nefrologista do Grupo Uninefron.

“Cada paciente tem uma história e uma resposta ao tratamento. O mais importante é não enfrentar essa jornada sozinho. O acompanhamento multidisciplinar permite cuidar do câncer e, ao mesmo tempo, preservar a saúde dos outros órgãos. Informação e acompanhamento são grandes aliados durante esse processo”, conclui a médica Ângela Santos, nefrologista do Grupo Uninefron.

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