Nosso blog

Dia Nacional do Diabetes chama atenção para complicações renais

Recife, 26 de junho de 2026

No Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira, 26 de junho, especialistas reforçam o alerta para uma das principais complicações associadas à doença: os danos à saúde renal. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 16 milhões de brasileiros convivem com a doença, colocando o país entre os que concentram o maior número de casos no mundo. “O diabetes também é a principal causa de doença renal crônica e responde por cerca de 40% dos pacientes que iniciam tratamento de hemodiálise no Brasil”, alerta a médica Vivianne Pinheiro, nefrologista do Grupo Uninefron.

Para a especialista, o cenário exige atenção redobrada. “O diabetes mal controlado pode comprometer silenciosamente a função dos rins ao longo dos anos. Muitas vezes, quando os sintomas aparecem, o paciente já apresenta uma perda significativa da função renal”, ressalta Vivianne Pinheiro.

Os rins desempenham um papel essencial no organismo, sendo responsáveis por filtrar cerca de 180 litros de sangue por dia, eliminando toxinas e controlando o equilíbrio de líquidos e minerais. “Quando os níveis de glicose permanecem elevados por longos períodos, os vasos sanguíneos renais podem sofrer danos progressivos, reduzindo a capacidade de filtragem dos rins. Esse quadro, conhecido como nefropatia diabética, costuma evoluir de forma silenciosa e é uma das complicações mais frequentes entre pacientes diabéticos”, enfatiza a nefrologista.

Controle adequado do diabetes é fundamental para preservar a saúde renal

De acordo com Vivianne Pinheiro, as alterações clínicas mais comuns da doença renal diabética são a excreção elevada e persistente de albumina na urina e/ou redução persistente na taxa de filtração glomerular. “As manifestações iniciais são geralmente assintomáticas e, geralmente detectadas através de exames de urina de rotina. Eles podem ser assintomáticos por anos e o controle adequado do diabetes é fundamental para preservar a saúde renal e evitar complicações futuras”, enfatiza ela.,

“O excesso de glicose no sangue – continua ela – provoca lesões nos pequenos vasos sanguíneos dos rins, comprometendo a filtragem renal de maneira gradual. Por isso, o acompanhamento médico contínuo é indispensável. Estimativas apontam que aproximadamente 1 em cada 3 pessoas com diabetes pode desenvolver algum grau de comprometimento renal ao longo da vida”, explica Vivianne Pinheiro.

A médica destaca ainda a importância da realização periódica de exames para monitorar a função renal. Exames simples, como creatinina e análise de proteína na urina, ajudam a identificar precocemente alterações nos rins. “Quanto mais cedo houver o diagnóstico, maiores são as chances de retardar a progressão da doença renal”, diz ela.

Na grande maioria de pacientes com diabetes tipo II o início da doença renal diabética ocorre após os 40 anos. De acordo com Vivianne Pinheiro, entre os principais fatores de risco para o comprometimento renal em pacientes diabéticos, estão descontrole glicêmico, hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e histórico familiar de doença renal. Segundo a nefrologista, mudanças no estilo de vida fazem diferença significativa na prevenção das complicações.

“Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar a pressão arterial e evitar o cigarro são medidas fundamentais para proteger tanto a saúde metabólica quanto a função renal”, ressalta Vivianne Pinheiro.

Para Vivianne Pinheiro, a informação é uma das principais ferramentas no combate à doença. “Muitas pessoas ainda associam o diabetes apenas ao controle da glicemia, mas ele afeta diversos órgãos, especialmente os rins. O cuidado contínuo é essencial para garantir mais qualidade de vida aos pacientes”, conclui a nefrologista do Grupo Uninefron.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress