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Dia Mundial da Segurança dos Alimentos: cuidados com a alimentação ajudam a proteger a saúde renal

Recife, 05 de junho de 2026

No Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, celebrado em 7 de junho, a atenção para a relação entre alimentação segura, prevenção de doenças e saúde renal ganha destaque. Segundo a nutricionista do Grupo Uninefron, Roberta Barreto, a qualidade da alimentação tem impacto direto no funcionamento dos rins e na prevenção de doenças crônicas. “Os rins desempenham funções essenciais para o organismo, como filtrar toxinas, controlar líquidos e equilibrar minerais. Por isso, hábitos alimentares inadequados podem comprometer seriamente a saúde renal ao longo do tempo”, explica ela.

Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com a Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos busca conscientizar a população sobre práticas alimentares mais seguras e saudáveis. “A data reforça que escolhas feitas diariamente à mesa têm impacto direto não apenas na prevenção de doenças, mas também na preservação da função renal e do bem-estar da população”, ressalta Roberta Barreto.

O excesso de sódio na alimentação é uma das principais preocupações na área da saúde. De acordo com Roberta Barreto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo máximo de 5 gramas de sal por dia, o equivalente a uma colher de chá. No entanto, pesquisas indicam que o brasileiro consome, em média, quase o dobro dessa quantidade, chegando a cerca de 9 a 10 gramas diárias. “O consumo elevado de sal contribui para o aumento da pressão arterial, condição presente em aproximadamente 35% dos brasileiros adultos e considerada uma das maiores causas de comprometimento renal”, alerta a nutricionista.

A alimentação – continua ela – tem papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento das doenças renais. “O excesso de produtos industrializados e ultraprocessados sobrecarrega os rins e favorece o desenvolvimento de hipertensão e diabetes, que são os principais fatores de risco para a doença renal crônica”, afirma Roberta Barreto.

Alimentos ultraprocessados na rotina alimentar são outro vilão para a saúde

Roberta Barreto faz um alerta para os alimentos ultraprocessados. “Além do excesso de sódio, assim como o de açúcar, o avanço dos alimentos ultraprocessados na rotina alimentar também preocupa,”, diz ela. Estudos do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP mostram que os ultraprocessados já representam cerca de 20% das calorias consumidas diariamente no país. “Esses produtos geralmente possuem altos índices de sódio, açúcar, gorduras saturadas e aditivos químicos, fatores associados ao aumento dos casos de obesidade e diabetes tipo 2, doenças que elevam significativamente o risco de insuficiência renal”, enfatiza.

A nutricionista destaca também a preocupação com a contaminação alimentar. Segundo estimativas da OMS, cerca de 600 milhões de pessoas adoecem todos os anos no mundo devido ao consumo de alimentos contaminados, causando aproximadamente 420 mil mortes anuais. “Em pacientes renais, que muitas vezes apresentam imunidade reduzida, infecções alimentares podem gerar complicações graves, internações e agravamento do quadro clínico. Eles precisam ter ainda mais atenção com a segurança alimentar. A higienização correta dos alimentos, o armazenamento adequado e o cuidado com a procedência dos produtos são medidas essenciais para evitar infecções e outras complicações”, finaliza a nutricionista do Grupo Uninefron, Roberta Barreto.

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