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Dia Mundial Sem Tabaco: cigarro também ameaça a saúde dos rins

Recife, 29 de maio de 2026

No próximo domingo, 31 de maio, o mundo volta os olhos para os impactos do tabagismo durante as ações do Dia Mundial Sem Tabaco. Embora os danos causados pelo cigarro aos pulmões e ao coração sejam amplamente conhecidos, o nefrologista do Grupo Uninefron, Mário Henriques, alerta que o tabagismo também representa um risco importante para a saúde dos rins. “O fumo pode acelerar doenças renais e comprometer a qualidade de vida de milhões de pessoas”, ressalta o médico.

De acordo com o nefrologista, mais de 7 mil substâncias químicas presentes no cigarro afetam diretamente os vasos sanguíneos e reduzem a circulação adequada, prejudicando o funcionamento renal. “O consumo de cigarro contribui para o surgimento de problemas de pressão arterial, por propiciar o espessamento da parede arterial, o qual pode persistir por anos mesmo após cessado o seu uso. Contribui também para aumentar o risco da doença arteriosclerótica, responsável pelo aumento dos eventos de infarto ou angina cardíaca, assim como hipertensão renovascular, onde as artérias renais estarão comprometidas, reduzindo o fluxo sanguíneo para os rins, ocasionando dano glomerular e insuficiência renal”, explica Mário Henriques,

Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia – continua Mário Henriques – apontam que aproximadamente 10% da população mundial apresenta algum grau de doença renal crônica. “O tabagismo é considerado um dos fatores que contribuem para a progressão da doença, especialmente em pacientes com hipertensão e diabetes, responsáveis por cerca de 70% dos casos de insuficiência renal no Brasil”, afirma ele,

Mário Henrique adverte ainda que o tabagismo acelera a perda da função dos rins e pode antecipar a necessidade de hemodiálise. “Além disso, fumantes podem apresentar redução mais acelerada da taxa de filtração renal, principal indicador da saúde dos rins. Em pacientes que já possuem insuficiência renal, o hábito de fumar pode elevar em até 30% o risco de evolução para estágios mais graves da doença”, garante ele.

Relação entre o tabagismo e o câncer renal é preocupante

Outro dado preocupante é a relação entre o tabagismo e o câncer renal. De acordo com o nefrologista do Grupo Uninefron, o cigarro é considerado um fator de risco para cerca de 20% dos casos de câncer de rim e também está fortemente associado ao câncer de bexiga. Para Mário Henriques, abandonar o cigarro é uma das medidas mais importantes para preservar a saúde renal e melhorar a qualidade de vida. “Parar de fumar traz benefícios em qualquer fase da vida. O organismo começa a responder rapidamente, com melhora da circulação e redução dos processos inflamatórios que afetam diretamente os rins”, destaca ele. 

A campanha do Dia Mundial Sem Tabaco reforça a importância da conscientização sobre os efeitos do cigarro em diferentes órgãos do corpo, incluindo aqueles que, muitas vezes, recebem menos atenção nas discussões sobre tabagismo, como os rins. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. No Brasil, estimativas do Instituto Nacional de Câncer indicam que cerca de 161 mil mortes anuais estão relacionadas ao tabagismo. “Quando falamos em tabagismo, muitas pessoas pensam apenas nos pulmões. Mas os rins também sofrem silenciosamente. Informação e prevenção são fundamentais”, conclui o médico Mário Henriques, nefrologista do Grupo Uninefron.

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